Como estão as percepções do consumidor sobre consumo consciente?

Pesquisa realizada pelo Instituto Akatu e pela GlobeScan, apresenta um novo modo de viver e mudanças positivas relacionadas ao consumo consciente.

Existem inúmeras discussões sobre como de fato pode-se levar uma vida de modo saudável. Dentre elas, o próprio significado desse estilo de vida. Para alguns, alimentar-se bem, estando atento ao que se consome, é tão benéfico quanto se preocupar com a coleta seletiva dos resíduos sólidos domésticos. 

Para outros, a chave para uma vida saudável está no consumo consciente como um todo. Mas o que é inquestionável entre ambas as partes é: a mudança precisa ser feita o quanto antes e pequenas transformações podem originar grandes impactos em todo o meio ambiente. 

O consumidor e a sustentabilidade 

O Instituto Akatu, ONG sem fins lucrativos que trabalha com a mobilização relacionada ao consumo consciente para com a sociedade e a GlobeScan, consultoria global que apura insights e evidências para estratégias empresariais, ONGs e organizações governamentais, publicaram pelo terceiro ano consecutivo os resultados da pesquisa “Vida Saudável e Sustentável 2021: Um estudo global de percepções do consumidor”. 

O estudo levanta dados pertinentes sobre como o consumidor, principalmente durante a pandemia provocada pelo coronavírus, relaciona-se com as mudanças em seus hábitos diários de consumo — especialmente com a crescente discussão sobre consumismo durante a pandemia, além do surgimento da preocupação relacionada a pautas socioambientais. 

Oferecendo valiosos insights, o estudo aborda os caminhos necessários para que as empresas notem o atual estágio da vida dos consumidores, assim como as principais preocupações e também o novo “tato” relacionado à escolha e preferência por empresas que evidenciam a sua preocupação com o meio ambiente. 

Dados obtidos por todo o globo

Realizada em 31 países, com 31 mil respondentes, a pesquisa mostra-se uma grande aliada na progressão do levantamento, além das percepções do consumidor sobre problemas globais como a pobreza extrema, a poluição e a escassez da água, o esgotamento de recursos naturais, entre outros assuntos de interesse para a população mundial. 

Os brasileiros, por exemplo, estão acima da média mundial (cerca de 60%) e percebem com seriedade (87%) a preocupação com problemas globais, como os citados anteriormente. 

Além disso, os problemas ambientais prevalecem como os mais sérios para os brasileiros, sendo 8 das 11 principais preocupações, trazendo a questão da vivência mais direta com os problemas abordados na pesquisa, tais como a pobreza, poluição das águas e outras temáticas que cresceram entre 2020 e 2021, como o desmatamento da Amazônia e a perda da biodiversidade. 

Trazendo de volta a preocupação dos brasileiros, 8 em cada 10 respondentes da pesquisa afirmam os eventos climáticos recentes como incomuns, e 5 qualificam os eventos como incomuns e alarmantes. 

Fora que, quase 70% dos brasileiros acreditam que o Brasil deve assumir a liderança, ou pelo menos ter um papel fundamental nas metas e no combate às mudanças climáticas o mais rápido possível, resultado que pode ser relacionado à recente crise hídrica que o país enfrenta. 

Quais são as barreiras encontradas na vivência de uma vida mais saudável?  

Quando o assunto é viver de uma maneira considerada mais saudável, cerca de 60% dos brasileiros, a mais do que a média global, sentem a ausência do apoio do governo. Enquanto 50% relatam que as empresas não apoiam ou não facilitam o ingresso para uma vida saudável, apontando a escassez de produtos no mercado varejista. 

Porém, os brasileiros estão na média global no que toca a considerar caro viver uma vida saudável, destacando a questão do preço e também da “gourmetização” de produtos considerados não prejudiciais à saúde. Impactando no valor e ocupando espaços que poderiam ser ocupados por pequenos empreendedores locais. 

Os baby boomers

Ainda dentro desse resultado, os “baby boomer” (50 a 64 anos) têm maior entendimento sobre a questão da falta de apoio do governo (48%) para o acesso a uma vida mais saudável, resultado possivelmente ligado à falta de informação dessa geração sobre sustentabilidade e assuntos derivados do tema, tornando mais difícil a sua autonomia. 

A geração Z

Enquanto isso, a “geração Z” (15 a 20 anos) enfrenta outro problema que os impede de levar uma vida saudável. Considerando que muitos ainda não alcançaram uma renda própria, ou ainda lidam com uma renda de começo de carreira,  57% dos jovens revelam que o alto valor dos produtos considerados não prejudiciais à saúde os impede de levar uma vida mais saudável. 

Por mais que os resultados apontem um possível interesse na mudança de hábitos dos brasileiros, ainda existem barreiras que, em sua maioria, são relacionadas ao aspecto financeiro e à falta de informação sobre o tema, gerando um atraso significativo na transição desses hábitos. 

Vale lembrar que 59% dos brasileiros anseiam pela informação sobre onde e como encontrar produtos saudáveis de baixo custo, de boa qualidade e tão duráveis quanto os produtos de alto custo. 

A pandemia e seu reflexo na crescente mudança de hábitos  

Desde o começo da pandemia causada pelo coronavírus, mudar tornou-se diário e lidar com uma nova rotina é um hábito comum não somente na rotina do brasileiro, mas de todo o mundo. 

Por exemplo, 57% do povo brasileiro elegeu como o seu principal meio de compra o e-commerce ao invés do mercado tradicional. Ao mesmo tempo em que 50% das opiniões públicas foram compartilhadas online, e 77% dos brasileiros declaram que nem sempre o que é bom para um indivíduo é bom para o meio ambiente, estando mais uma vez acima da média global (cerca de 43%). 

Ainda em comparativo, cerca de 86% dos brasileiros anseiam mudar o seu impacto ambiental contra 73% da média global. Em relação à saúde mental, 48% dos entrevistados para a pesquisa declaram que foram negativamente afetados em sua saúde mental, e 62% tiveram a sua situação financeira afetada negativamente, lembrando que entre abril de 2020 até abril de 2021, 3,3 milhões de pessoas deixaram de trabalhar, totalizando 377 desempregados por hora como aponta a pesquisa divulgada exclusivamente pela Globo News

Entre mudanças de hábitos, a crescente preocupação de pautas socioambientais em todo o planeta, a questão do impacto individual e em grupo em relação ao meio ambiente e outros assuntos abordados na pesquisa, uma coisa é certa: nunca mais estaremos no escuro a respeito de mudanças significativas com o intuito de estabilizar o nosso bem-estar, e promover uma vida mais saudável, tanto individual quanto em sociedade para um futuro mais consciente e sustentável.   

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