Conta de luz com moedas em cima referindo-se a economia, e uma lâmpada referindo-se ao consumo de energia

Dificuldade para entender a sua conta de luz? A Órigo descomplica!

Está perdido com as informações existentes na sua conta de luz? Calma, que a sua leitura pode ser mais fácil do que você imagina. Sem contar que você não está sozinho nessa, existem diversas pessoas que têm dúvidas sobre o número do medidor de energia, ou sobre onde encontrar o número da sua instalação. 

Pensando nisso, resolvemos descomplicar a sua leitura. Afinal, nada melhor do que entender passo a passo as informações contidas na conta e, com isso, saber como está o seu consumo de energia gasto. Preparados? Então vamos nessa! 

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Primeiramente: qual é o órgão responsável pela emissão da minha conta de luz? 

O responsável pela regulação da sua fatura de energia elétrica é a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). É ela quem acompanha as distribuidoras de energia elétrica em todo o processo regulamentador que vai desde o fornecimento de energia, passando pela distribuição, taxação de serviço e, por fim, o valor final que faz, muitas vezes, que o seu coração pulse mais rápido. 

A Aneel exige que as distribuidoras divulguem em suas contas todos os dados e informações sobre o fornecimento de energia elétrica. Então, na sua conta, sempre irá constar os preços aplicados na prestação de serviço, os valores extras caso você tenha algum débito e todas as taxas aplicadas até a energia chegar ao destino final, em sua residência. 

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E o que são as tais distribuidoras? 

As distribuidoras de energia elétrica são as responsáveis pela distribuição, pelo acompanhamento e pela cobrança da utilização de energia. Elas atuam no regulamento de fornecimento de energia elétrica da Aneel em todo o território nacional.  

Porém, as distribuidoras podem cobrar um valor diferenciado do que a Aneel sugere, já que serão as responsáveis por todo o gerenciamento da sua energia. Mas, calma, o valor (extra) ainda passa pela Aneel até ser aprovado. 

A Enel, que cuida da distribuição de energia elétrica em diversos municípios de São Paulo, assim como a CEMIG, que cumpre a mesma função em Minas Gerais, são dois exemplos de distribuidoras de energia. 

Agora que você já sabe a diferença entre o órgão regulador e as distribuidoras, vamos para a leitura da sua conta! 

Dados do cliente, instalação e datas importantes 

  • Na parte superior esquerda da sua conta você encontrará os seus dados, ou então os dados do responsável pela instalação, assim como a sua inscrição estadual. 

  • À direita, você encontrará informações importantes como o seu número de cliente e o número da sua instalação. Esses são os dados que você irá ceder à distribuidora em caso de algum problema técnico como queda de energia, corte no fornecimento ou uma eventual visita técnica. 

  • Na parte inferior da fatura, você encontra informações como o mês a que a cobrança se refere, a data de vencimento (não perca essa de vista) da conta e o valor total a pagar.  

  • Por último, mas não menos importante, os dados que vão te mostrar a classe da sua conta. Na imagem o exemplo é de uma conta comercial, mas caso ela seja doméstica virá como “residencial”.

Modalidade tarifária

A modalidade tarifária corresponde ao tipo de tarifa em que a sua conta se enquadra, e isso influencia no valor que será cobrado. No caso da CEMIG, você pode conferir neste link as tarifas e valores cobrados.  

As datas das leituras feitas no seu relógio em ordem cronológica, assim como a próxima, e a data de emissão da sua conta também estão disponíveis no mesmo espaço. 

  • Em informações gerais, você encontra avisos importantes como descontos, reajustes nas tarifas e a bandeira tarifária vigente. 

  • Já em valores faturados estará disponível o método de cálculo utilizado no seu consumo, assim como o detalhamento, tarifas e impostos sobre ele.  

  • Caso você tenha alguma conta atrasada ou débito com a sua distribuidora de energia, ela será notificada nessa parte da sua conta. 

É importante lembrar que a distribuidora não pode cortar de imediato o seu fornecimento de energia caso conste algum débito. O cliente deve ser notificado com antecedência na sua conta atual ou por escrito. Assim, concedendo um tempo para que regule a sua situação. 

O corte de energia será feito em até 90 dias após a constatação do atraso. E o religamento, após a comprovação do pagamento em débito, deverá ser feito em 24 horas após o corte. 

  • Em histórico de consumo, você encontra todo o seu consumo de energia em até 12 meses. Essa parte da conta é a preferida para quem gosta de entender sobre os seus gastos, e diminuir caso encontre um consumo exagerado. 

Você já leu? Potência instalada e energia gerada: entenda a diferença 

Outras informações importantes para você ficar atento 

Consumo TE e TUSD

A TE (Tarifa de Energia) é o valor imposto ao produto que você consumiu, ou seja, a energia. E a TUSD (Tarifa de Utilização de Serviços de Distribuição) é o valor do serviço que a distribuidora cobra ao levar energia para a sua residência ou comércio através dos postes elétricos. Essas são as duas parcelas usadas para efetuar o cálculo da sua conta de luz. 

Tributos

O valor cobrado na sua conta de luz também depende de outros três custos distintos: Geração de Energia, Transporte e Distribuição da Energia e os Encargos e Tributos, e os tributos cobrados na sua conta de luz:  

  • PIS - Programas de Integração Social (Federal)

  • Cofins - Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Federal) 

  • Custeio do Serviço de Iluminação Pública - CIP (Municipal) 

  • ICMS - Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (Estadual)

Isenção da conta de luz 

Em abril de 2020 o governo federal publicou a Medida Provisória (MP) de número 950. Essa medida isentava por três meses o pagamento da conta de luz, durante a pandemia causada pelo coronavírus, para os consumidores que se enquadram na categoria de baixa renda.

Nessa medida, entrava em vigor o desconto de 100% de luz entre a data de 1º de abril a 30 de junho. O desconto valia para quem tivesse o consumo mensal de até 200 kWh (quilowatts-hora). Mas, para isso, as famílias precisavam estar cadastradas no TSEE (Tarifa Social de Energia Elétrica), programa destinado para núcleos familiares de baixa renda.

Esperamos que esse artigo tenha te proporcionado um “suspiro” na hora de entender aquele emaranhado de letras que estão ao lado do valor com que ninguém gosta de lidar. Acompanhe o nosso blog e fique ligado nas dicas e nos materiais que vão te ajudar na hora de descomplicar os assuntos que envolvem energia! 

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