Impactos socioambientais das usinas hidrelétricas

Atualmente, uma das principais fontes de produção de energia no Brasil são as usinas hidrelétricas, mas você sabe quais são as desvantagens da energia hidrelétrica ao meio ambiente?

O que são usinas hidrelétricas?

Usina hidrelétrica, ou central hidroelétrica, é a construção de barragens de grande porte que utilizam um grande volume de águas, provenientes de rios, para a produção de energia elétrica.

Para que seja possível utilizar os benefícios da água para a produção de energia, é necessário realizar obras engenhosas, que causam impactos urbanos e ambientais na sua área de construção. Atualmente, segundo a ABSOLAR, 57,3% da energia consumida no Brasil é proveniente das usinas hidrelétricas.

Como surgiram as usinas hidrelétricas?

A geração de energia hidrelétrica como conhecemos surgiu em meados de 1897 na América do Norte, sendo desenvolvida por Nikola Tesla com o apoio da Westinghouse.

Com isso, milhares de barragens começaram a ser construídas para poder fornecer energia elétrica para a população. Já no Brasil, como destaca o artigo publicado na revista Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental, a primeira usina entrou em operação na cidade de Diamantina no ano de 1883.

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A barragem hidrelétrica “foi construída no ribeirão do Inferno, afluente do rio Jequitinhonha, na cidade de Diamantina (MG), sendo instalada numa queda de 5m, e possuía dois dínamos Gramme de 8 HP cada, que geravam energia capaz de movimentar bombas d’água para desmonte das formações rochosas das minas de diamante. Posteriormente, a usina passou a gerar energia para o abastecimento da cidade”. 

Em 1889, seis anos após fundação da primeira usina na cidade de Diamantina, foi criada, em Juiz de Fora, uma usina de grande porte, com 250 KW de potência.

A atual situação das usinas hidrelétricas

Desde o surgimento da primeira usina hidrelétrica no país, muita coisa mudou. A população cresceu e, com isso, houve a necessidade de investir na criação de centrais hidrelétricas cada vez maiores para que fosse possível fornecer energia elétrica para todos os estados do país.

Com isso, em 2019, foi inaugurada a usina de Belo Monte, no leito do Rio Xingu, sendo considerada a quarta maior usina hidrelétrica do mundo.

A central hidrelétrica de Belo Monte tem capacidade instalada de 11.233,1 MW, o que representa aproximadamente 7% da capacidade de produção de energia elétrica no país, uma produção de energia capaz de abastecer até 10% da população.

Mas essa expansão não trouxe somente pontos positivos à sociedade; os impactos sociais causados pela construção de usinas hidrelétricas afetam o meio ambiente e a vida dos moradores da região.

Desvantagens da energia hidrelétrica

Apesar de as usinas hidrelétricas serem uma forma de produção de energia mais antiga no mundo, a produção dessa energia traz alguns impactos urbanos e socioambientais que, muitas vezes, são irreversíveis para a sociedade.

Impactos ambientais

A seguir, listamos algumas das principais desvantagens da usina hidrelétrica para a fauna e a flora do nosso país.

  • Deterioração das margens por assentamentos urbanos não planejados;
  • Perda de benfeitorias, plantações e áreas agricultáveis ou alagadiças;
  • Inundação de áreas utilizáveis para pecuária ou reflorestamento;
  • Destruição da vegetação natural;
  • Perdas de flora e fauna aquática e terrestre nativas;
  • Supressão da vegetação;
  • Aumento da poluição na água devido às obras realizadas na construção das usinas;
  • Acentuação do assoreamento dos rios;
  • Extinção de espécies de peixes típicos da região;
  • Assoreamento do leito dos rios;
  • Remoção da mata ciliar;
  • Introdução de espécies exóticas nos reservatórios.

Impactos sociais

Além dos problemas proporcionados na fauna e flora, uma das principais desvantagens da energia hidrelétrica são os problemas que ela causa para a comunidade daquela região. A seguir listamos alguns desses impactos.

  • Desapropriação de famílias indígenas e quilombolas;
  • Danos ao patrimônio histórico e cultural daquela região;
  • Aumento de doenças como, a malária e  esquistossomose;
  • Danos ao patrimônio cultura da cidade;
  • Perda de áreas agricultáveis;
  • Uso excessivo de máquinas que interferem na fauna aquática;
  •  Deterioramento das margens por assentamentos urbanos ou rurais.

O professor Emilio Moran, da pós-graduação Ambiente e Sociedade da Unicamp, destaca: “Quando uma grande barragem é construída, a jusante do rio [direção em que correm as águas de uma corrente fluvial] perde grande parte de espécies de peixes que são importantes para a população ribeirinha. Aquelas comunidades terão que conviver com a diminuição de sua atividade de pesca ao longo de 15 ou 20 anos, por exemplo, e esses prejuízos econômicos e sociais não têm sido incorporados ao custo desses projetos”.

A energia renovável é o futuro

Uma das formas de amenizar os impactos ambientais causados pelas usinas hidrelétricas é começarmos a explorar novas fontes de energia.

Afinal, é essencial que o país não dependa unicamente das hidrelétricas para a produção de energia. E, além disso, como já mencionamos, o Brasil tem vantagem competitiva no setor de energias renováveis. Por isso, é fundamental aproveitarmos esse cenário para investirmos na Energia Solar, na Energia Eólica e na Biomassa.

Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, ressalta o porquê de as fontes de energia renovável serem o futuro: “É o melhor momento para se investir em energia solar, justamente por conta do novo aumento já previsto na conta de luz dos brasileiros e do período de transição previsto na lei, que garante, até 2045, a manutenção das regras atuais aos consumidores que instalarem um sistema solar no telhado até janeiro de 2023”.

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